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Entrevista com Boris Koval, autor de Heroísmo trágico do Século XX

Alfa Omega: Sr. Boris Koval, o senhor é conhecido no Brasil pelo seu livro História do Proletariado Brasileiro (1857-1967), publicado também pela Alfa-Omega. Agora, ao completar cinqüenta anos de sua atividade intelectual como “brasilianovsky” e como estudioso dos movimentos de libertação da América Latina e revoluções do século XX, o senhor nos apresenta seu “Heroísmo trágico do século XX – O destino de Luiz Carlos Prestes”.
Em determinado momento do livro, o senhor diz que está na moda hoje em dia criticar nossos pais e avós, reduzindo a importância de sua participação nos destinos do mundo. Como se sua luta não tivesse sentido. Em que medida a vida longa de 92 anos de Luiz Carlos Prestes, em seus 68 anos de luta revolucionária (dentro dos quais passou 15 no exílio, 9 na prisão e 17 na clandestinidade) pode resgatar nas novas gerações o amor ao Brasil, sua principal característica? Qual o seu exemplo? E por que razão o ex-tenentista, comunista e líder revolucionário brasileiro é visto como um herói?
Boris Koval: Eu acredito que se pode realmente definir Prestes como homem-herói de sua época, isto é, do século XX. O heroísmo é um fenômeno complexo e tem uma série de critérios:
a) Heroísmo como forma de conduta pessoal em condições extremas, isto é, coragem, espírito de sacrifício, desprezo pela morte;
b) Como perseguição fanática, rigorosa de uma idéia, ideal, objetivo, apesar do perigo para a própria vida;
c) Como feito heróico concreto, cumprimento do dever, bravura, fidelidade ao juramento, ato patriótico ou revolucionário;
d) Como expressão superior da energia espiritual e moral na luta pela causa comum,liberdade e justiça, felicidade do povo e da pátria, a defesa destes contra os inimigos e o mal;
e) homem-herói é um exemplo de força de vontade, valentia, amor ao próximo;
f) heróis são pessoas honradas, de mentalidade livre, fraternidade; os melhores deles são muito carismáticos, capazes de desempenhar papel de líder, ideólogo; não são anjos, mas pessoas normais, que se diferenciam das outras por missão especial e energia espiritual, capazes de assumir as principais responsabilidades. Cada época tem seus heróis. Lembremos os heróis da República dos Palmares (século XVII), a Conspiração dos Inconfidentes (1789), as revoltas republicanas populares do século XIX (guerra dos Farrapos, Cabanada, Sabinada, Balaiada e outras), o movimento dos camponeses em Canudos (fim do século XIX e outros), a luta contra a escravidão e pela república. Os nomes das maiores personalidades entraram na história do Brasil para sempre. O século XX trouxe à vida novos heróis – João Cândido, que encabeçou a revolta dos marinheiros em 1910, Astrogildo Pereira, Octávio Brandão e outros líderes do movimento operário, os tenentistas Antônio Siqueira Campos, os irmãos Joaquim e Juarez Távora e Hercolino Cascardo.

Alfa Omega: Ao mesmo tempo em que o senhor descreve a trajetória de Luiz Carlos Prestes desde seu ingresso no movimento Tenentista até seu isolamento dentro do PCB, também analisa a conjuntura de toda uma época da história do Brasil e como Prestes se comportou diante dela. O senhor deixa claro no livro que foram poucos os momentos em que Luiz Carlos Prestes errou em suas avaliações sobre o país. Por que motivo, então, sua liderança foi preterida em favor de outros líderes, como Miranda, que chegou a ser suspeito de colaborar com Getúlio Vargas e ser responsável pela tortura e morte de inúmeros militantes e dirigentes sob a polícia de Felinto Muller?
Boris Koval: Perguntam-me por que em 1934 tornou-se dirigente do PCB o desconhecido “companheiro” de Prestes na Liga de Ação Revolucionária (1930) o intrigante e carreirista Miranda e não o próprio Prestes, que era especialmente popular nos círculos de esquerda. Respondo: em 1930, Prestes não era membro do PCB (ele foi admitido no Partido sob pressão do Komintern somente em agosto de 1934). Miranda entrou em cena depois do afastamento de Astrogildo Pereira e Octávio Brandão de altos cargos no partido, sob a acusação de “admiração pelo prestismo pequeno-burguês”. Esta linha era conduzida então por alguns funcionários do Komintern, sobretudo Sinani, Guralski e outros. Como resultado, o mediocre Miranda ficou à frente do PCB. Ele causou sério dano a toda a causa revolucionária, desenvolvendo a tática putchista, foi culpado do fracasso das ações armadas em novembro de 1935, por sua estupidez e covardia muitos membros do partido foram presos, ele porém rastejou perante Vargas e cooperou com a polícia durante a prisão. Prestes muitas vezes se pronunciou abertamente contra a “linha de Miranda”, mas o comitê executivo do Komintern, durante muito tempo, não acreditou no “general” e continuou a apoiar Miranda. Somente muitos anos depois, em agosto de 1943, na conferência em Mantiqueira, Prestes foi eleito Secretário-geral do PCB, mesmo estando ausente.

Alfa Omega: A impressão é a de que havia uma intenção de desacreditar o grande líder do tenentismo, que realizou a Coluna Prestes nos anos 1920, sob a acusação de que participara de um movimento pequeno-burguês. E, como o senhor mesmo diz, de nada adiantou a mea-culpa de Prestes, que continuou suspeito para o Partido Comunista da antiga União Soviética. Acredita que essa visão do partido tenha prejudicado o avanço das lutas no Brasil? Ainda com relação à entrada de Prestes no Partido Comunista, o senhor revela em seu livro documentos da própria Komintern, agora disponíveis, que havia um interesse especial na América Latina, e em particular no Brasil. Tanto que foi criada uma seção latino-americana especial. O chefe dessa seção, conhecido como Sinani, segundo o livro, não gostava de Prestes, assim como de Astrogildo Pereira e Otávio Brandão, líderes do PCB na época. O sr. descreve, então, situações e mostra documentos em que havia uma tentativa de desmoralizar o líder dos tenentistas. Por que motivo acredita o senhor que isso ocorria, uma vez que Prestes havia feito uma retração sobre o movimento e jurado fidelidade ao comunismo?
Boris Koval: Com freqüência perguntam sobre a etapa tenentista na vida de Prestes (1922-1930) e a atitude da direção do Komintern em relação ao prestismo e ao próprio Prestes. Devemos reconhecer que durante muito tempo (talvez até 1934) Luiz Carlos Prestes foi encarado no PCB e movimento comunista em geral como revolucionário pequeno-burguês, companheiro instável dos comunistas e até mesmo seu concorrente político “na luta pela influência nas massas”. O generalato do exército e o governo do presidente Bernardes viam nele o principal e perigoso insurgente, infrator da ordem constitucional, da tranqüilidade nacional e verdadeiro criminoso; o povo, porém, identificava seu nome com a esperança de libertação do domínio da oligarquia do café e capital americano. Resumindo, cada um encarava Prestes em conformidade com seu status social e interesses.

Alfa Omega: Qual teria sido a intenção de levar Prestes para a URSS nos anos 1930, em plena luta para barrar o primeiro governo Vargas, e depois, na década de 1970, na ditadura militar?
Boris Koval: Com freqüência perguntam: “Com que objetivo a Komintern em 1931 organizou a mudança ilegal de Prestes de Montevidéu para Moscou? Durante três anos, ele morou com a família na URSS e somente na noite de ano-novo de 1935 voltou também ilegalmente para a pátria, para no local encabeçar o movimento Aliança Nacional Libertadora. Em Moscou, Prestes combinou o trabalho de engenheiro numa fábrica com o estudo político. A intenção do Komintern era transformar o tenentista Prestes em líder revolucionário e dirigente do PCB. Este plano foi realizado porque o próprio Prestes interessou-se seriamente pela teoria marxista-leninista e procurou concretizá-la no Brasil. Infelizmente, as revoltas armadas de novembro de 1935 foram derrotadas e o próprio Prestes e milhares de outros insurgentes foram presos.

Alfa Omega: Qual, em sua opinião, foi a importância do tenentismo na história brasileira, uma vez que todos os acontecimentos políticos e lutas desde os anos 1920 até os anos 1950 giram em torno desse movimento?
Boris Koval: Na minha opinião os anos da resistência tenentista foram o momento de glória de Luiz Carlos Prestes, tanto como revolucionário, quanto como homem. Ele se tornou um herói-lenda de seu gênero – O Cavaleiro da Esperança (definição de Jorge Amado), símbolo da futura vitória do bem sobre o mal, da justiça sobre a violência e pobreza, vitória do povo sobre os opressores nacionais e estrangeiros. Muito nesta percepção era mítico, ingênuo e sentimental. As massas não tinham conhecimentos políticos nem mentalidade racional, por isso elas não entendiam as nuances da psicologia tenentista, mas instintivamente simpatizavam-se com ela no confronto com a oligarquia do café.
Até 1927, depois de três anos de combates constantes contra as unidades governamentais, a Coluna Prestes começou a enfraquecer e o próprio movimento tenentista perdeu o fôlego. Como resultado, a maioria pendeu para a união com Vargas e a Aliança Liberal, e apoiaram a “revolução liberal” de 1930. Prestes e seus seguidores (minoria evidente) começaram a passar para as posições comunistas.
Na vida de Prestes começou uma nova etapa. Seu destino foi ligado estreitamente com o destino do Komintern e do movimento comunista internacional. Ele próprio se tornou uma de suas principais figuras do “partido comunista mundial”.

Alfa Omega: Prestes esteve anos na clandestinidade, outros tantos no exílio e outros preso. Mesmo assim, seu prestígio nunca foi abalado e todas as vezes em que ele comandou ações tenentistas elas foram realizadas e apoiadas pelo povo, principalmente no Nordeste do país. Como o senhor explica esse fato? A primeira campanha tenentista, com a Coluna Prestes, teria sido responsável por isso? Tantos anos agora passados, o senhor acredita que a vontade inquebrantável de Prestes e sua condição de estrategista, mesmo estando fora do país, tenha vindo dessa experiência militar? Que características tinha Luiz Carlos Prestes que o tornavam um líder superior aos demais?
Boris Koval: Na luta da oficialidade democrática contra a ditadura de Arthur Bernardes é que se formou a personalidade de Luiz Carlos Prestes como homem e revolucionário-patriota, que dedicou toda sua vida à luta pela democracia e liberdade, por um destino melhor a todo o povo brasileiro. Em que consiste a força desse homem incomum e por que sua imagem é atraente para a geração atual de brasileiros e juventude de outros países, inclusive da Rússia? Seu destino heróico e trágico ensina o principal – o amor pela pátria e povo, honra e dignidade, coragem e resistência, moral elevada e força de vontade, mentalidade e conduta independente. Inteligência, caráter, fidelidade ao dever e fraternidade dos combatentes-correligionários em combinação com grande carisma e fidelidade aos ideais da justiça social, coragem e ascetismo pessoal – isto destacava Prestes, dando-lhe especial autoridade e respeito. Tanto os amigos como os inimigos viam nesse homem uma natureza brilhante, criadora, fanaticamente dedicada à luta revolucionária contra a reação e injustiça, contra o inimigo do povo brasileiro. Ele foi um exemplo excepcional – O Cavaleiro da Esperança. É claro que sua personalidade, no sentido ideológico-político, não era estática, ao contrário, o caráter de Prestes distinguia-se por elevado dinamismo e desenvolveu-se em conformidade com as condições históricas:
•             cadete comum da escola militar, jovem e apolítico;
•             tenentista do tipo romântico, que se transformou gradualmente em organizador talentoso e comandante militar;
•             passagem do tenentismo para as posições das convicções comunistas e prática partidária e política;
•             ideólogo do movimento revolucionário de 1935, que assumiu toda a responsabilidade pela revolta armada no Rio de Janeiro, Recife, Natal e outras cidades;
•             9 anos de prisão (1936-1945) e elaboração de novo rumo da luta pela democracia em união com outras forças civis, inclusive com Vargas e trabalhistas;
•             Prestes no papel de secretário-geral do PCB, anos de clandestinidade e trabalho teórico aprofundado;
•             segundo exílio na URSS (1971-1979) e retorno ao Brasil, revisão da estratégia política e retorno às posições da resistência neo-tenenista, isolamento no PCB, esperança no amadurecimento de nova situação revolucionária e na continuação da luta pelo socialismo. Esta esperança não se concretizou: em 7 de março de 1990, o grande revolucionário brasileiro Luiz Carlos Prestes faleceu.
O nome desse homem extraordinário ficará para sempre na história mundial e nos corações de novas gerações de combatentes brasileiros pela justiça e felicidade de seu povo, paz e prosperidade de todas as pessoas na terra.

Alfa Omega: O Sr. acredita que as divergências entre Prestes e o Partido Comunista Brasileiro sobre a relação com o governo Vargas prejudicaram o encaminhando do Brasil para uma situação política mais favorável? Ou pensa que as alianças com a burguesia nacional, por meio de Vargas, e depois com os trabalhistas, por meio de João Goulart, não teriam mudado nada em relação à repressão e ao retrocesso no desenvolvimento do partido no Brasil? O senhor parece concordar com a visão de Prestes de que os governos Vargas foram dois momentos diferentes da história política do Brasil. No primeiro mandato, deveria ser combatido por tratar-se de uma ditadura formada pela burguesia nascente contra o feudalismo rural, com apoio do imperialismo norte-americano contra o inglês. E no segundo momento, nos anos 1950, apoiado, por contar com uma plataforma nacionalista e que incorporava avanços trabalhistas, os quais o senhor considera positivos em seu livro. O sr. acredita que, mesmo odiando Vargas, nesse momento a indicação de Prestes de apoiar esse governo era correta? Porque o senhor crê que o Vargas nacionalista era mais positivo. Acredita que ele incorporou os acordos feitos com Prestes?
Boris Koval: Surgem muitas perguntas na definição da atitude de Prestes e do PCB em relação à revolução liberal de 1930 e ao governo de Getúlio Vargas. A História indica que, durante 10 anos depois que Vargas subiu ao poder, Prestes e o partido, todas as forças democráticas conduziram a luta direta, inclusive armada contra o novo regime. Em essência tratou-se da luta do proletariado e seus aliados contra o bloco liberal-burguês nacionalista, encabeçado por Vargas. Na opinião do Komintern, PCB e do próprio Prestes, o regime de Vargas era o principal inimigo da revolução democrática popular. Na minha opinião, em determinada etapa (sobretudo no início da revolução liberal) era possível alcançar um compromisso com Vargas, que indiretamente prometera dar a Prestes o cargo de ministro militar. A maioria dos tenentistas uniu-se a Vargas, muitos ocuparam altos cargos no governo central e nos locais, mas Prestes, ao contrário, recusou-se a unir-se aos liberais e contava com, em união com os comunistas, fazer a terceira revolução verdadeira. Este era um plano evidentemente utópico que, aliás, era apoiado por todos os meios pela Komintern. Em novembro de 1935 foi feita uma tentativa de derrubar Vargas pela força, mas a revolução terminou em tragédia. Alguns anos depois, durante a segunda guerra mundial, Prestes, que ainda estava na prisão, uniu-se a Vargas, que sob a influência da vitória da coalisão anti-hitlerista, pretendia restabelecer no país o regime democrático. Nesta base, as posições das forças democráticas de esquerda e trabalhistas aproximaram-se: Prestes saiu da prisão e até foi eleito senador. Este fato, na minha opinião, indica que, possivelmente, também em 1930-1934 havia algumas premissas para a união de fato das forças de esquerda com o grupo burguês-liberal, nacionalista e populista de Vargas – Osvaldo Aranha. Esta questão ainda deverá ser analisada em especial e sem preconceitos.

Alfa Omega: O senhor diz no livro que na velhice Prestes voltou a ser um tenentista revolucionário. O que isso quer dizer?
Boris Koval: Na história do Brasil do século XX houve muitos momentos complexos e contraditórios. Todos eles, nesta ou naquela medida, exerceram sua ação sobre Prestes e todos outros cidadãos do país. A figura de Prestes e seu papel na vida social do país foram tão significativos que se pode dizer que ele pessoalmente influiu seriamente sobre o desenvolvimento de acontecimentos políticos e por isso desempenhou importante papel histórico.
Nos últimos anos de vida, depois de retornar de seu segundo exílio para a pátria (outubro de 1979) Prestes, novamente, como então em 1927-1929, entrou em profunda contradição com seus companheiros de luta. Agora o conflito com o CC do PCB e o secretário-geral do partido, Giocondo Dias, desenvolveu-se no sentido de que Prestes condenava a direção do partido por oportunismo e recusa das formas ativas de luta revolucionária, desvio para o reformismo da posição e traição dos interesses da classe operária. Mais do que isso, o próprio Prestes pendia para os antigos métodos de luta armada (de guerrilhas) pela democracia e transformações radicais.
Esta foi uma espécie de renascimento subjetivo dos antigos ânimos tenentistas e projetos utópicos. O velho (assim o chamavam seus amigos) de 90 anos sentia-se novamente mentor dos jovens neo-tenentistas, mas agora “sob a bandeira do socialismo”. Prestes, falando francamente, não podia avaliar sobriamente a nova situação histórica e, por isso, perdeu o pulso da época. Nisso consistiu sua profunda tragédia pessoal. Ele se encontrou numa dupla prisão: dos dogmas e tradições tenentistas e comunistas (kominternianas) ao mesmo tempo. Luiz Carlos encerrou seu caminho como começou, sendo um romântico sincero e cavaleiro da luta revolucionária ativa. Nisso se resume sua grandeza e tragédia como homem-herói do século XX. Assim ele permanecerá na História.

Alfa Omega: Que papel teria Luiz Carlos Prestes no mundo de hoje. Haveria espaço para o Cavaleiro da Esperança? O senhor cita várias pessoas que participaram da vida de Prestes, sua esposa Olga, seus sentimentos com relação à sua perda e a perda de amigos tenentistas, tanto os de esquerda quanto os que passaram para o lado de Getúlio Vargas e depois foram traídos; seus sofrimentos nos anos de prisão. Com isso, ao que parece, tenta passar também uma imagem do homem Prestes, mostrando sua coragem, determinação e seu destino. O senhor o compara a Prometeu, herói da mitologia grega. Por isso o considera um herói trágico?
Boris Koval: É claro que agora esta luta se desenvolve em formas diferentes. Passaram os tempos do Komintern, tenentismo, Aliança Nacional Libertadora e combates de 1935. Não se repetirá doravante a tradição do populismo e Estado Novo, ameaça de integralismo e ditaduras militares, será diferente toda a ideologia e lógica das manifestações de classe e libertação das massas, mas a memória de Luiz Carlos Prestes e outros heróis da história ajudará a tatear formas eficazes de ações sociais e evitar erros de cálculo, temperar a vontade e o caráter.
Por isso eu escrevi este livro para mim e para outros. No final das contas, nós criamos nossos destinos. O destino dos pais e avós é também nosso destino, com seu heroísmo trágico, ele está voltado para o futuro. “Algum dia no céu aparecerá aos olhos dos habitantes da Terra a constelação de Prometeu, na qual encontrará seu lugar a estrelinha de Luiz Carlos Prestes e todos os outros heróis do século XX” (pg.413)


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