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Entrevista com Carlos Roriz Silva, autor de Tempo de Lutas: contribuição à história da Ação Popular.

Entrevista concedida a Antônio do Amaral Rocha

Alfa Omega: Sr. Roriz, para começar uma pergunta de cunho mais filosófico:  o senhor relata os efeitos danosos das torturas sofridas nas prisões durante a ditadura. Na sua opinião, por que um homem é capaz de torturar outro homem?
Carlos Roriz Silva: O homem leva em si a sede do poder. Esta sede de domínio esteve sempre presente em relação à natureza, para seu sustento, com alimentação, moradia, vestimentas, armas, adornos. Depois evoluiu com a formação da sociedade, se desenvolvendo ou avançando drasticamente com a sociedade de classes, com o avanço da ideologia.
A tortura faz parte dos mal tratos que um indivíduo inflige noutro, tais com xingar ou bater para obter um comportamento ou uma confissão, mas também serve como demonstração de poder, mesmo sem necessidade de algum comportamento ou confissão. Só o ser humano carrega sentimentos como ódio e amor, compaixão ou desprezo, mas todos sentimentos variam de grau com a sede de poder que carrega. E o poder econômico, a necessidade de desigualdade baseia este poder. Até que o homem perceba que quanto mais formos iguais nesta questão, mais seremos ricos e viveremos melhor, com menos conflitos.

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Entrevista com Jade Gandra Martins, autora de Tempo de guerrilha

Entrevista concedida a Jaci Dutra

Alfa Omega: É um romance histórico com uma história de amor. Como você conseguiu casar os dois assuntos e não se perder em chavões?
Jade Gandra Martins: O livro narra a história de Charllote e Vinícius, durante o período conturbado pré-João Goulart e durante a ascensão e auge da ditadura militar. Transformam-se em guerrilheiros urbanos e lutam almejando um país melhor. Não quis criar um romance apenas relatando fatos históricos. Tinha de haver mais na caracterização das personagens, e haver um pano de fundo paralelo à política. Quis mostrar os conflitos, pois os guerrilheiros tinham também uma vida pessoal que ficaria para trás na hora de empunhar suas bandeiras, uma vida de casamento, filhos, passear na praia, mas o coletivo prevalece. E isso lhes custa sua história de amor.

Alfa Omega: Qual a base do livro, de onde surgem os outros assuntos?
Jade Gandra Martins: O pano de fundo é o seqüestro do embaixador americano no Brasil, táticas de guerrilha, comunidade hippie, drogas, liberação sexual.

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